Como guardamos a gordura no nosso corpo?

U Marcos A.    t 4 de Abril de 2014


Como é sofrido perder só um pouquinho da gordura que temos e como é fácil acumulá-la. Você se mata na academia fazendo musculação, aulas de aeróbica, corre, pedala, faz natação, ufa! Cansa só de pensar. Aí você sai volta pra casa cheio de fome, pega o prato mais fundo que encontra e enche de comida fazendo aquela montanha conhecida popularmente como serra. Como é que se perde gordura desse jeito? Muito difícil. O grande segredo é comer menos e gastar mais, ou se você não tem aquela barriguinha e não deseja que ela nem passe perto, é melhor começar a gastar tudo o que consome por dia ou então as gorduras em excesso vão te alcançar.

Como guardamos a gordura no nosso corpo?

Como a gordura é armazenada

O processe de armazenamento da gordura não é tão simples e tão fácil como se imagina. Pensa que ela é uma fonte de energia muito boa, a melhor que o corpo consegue utilizar em momentos de repouso do corpo para realizar os comandos básicos como respirar, pensar, fazer o coração bater, fazer o sangue correr pelas veias e até mesmo para ler esse texto. Resumindo, em tudo o que fazemos, precisamos de energia. Só que, muitas vezes, o olho é maior do que a barriga e comemos mais do que precisamos. E já que o corpo vai ter energia de sobra, ele vai jogar o que não precisa fora. Não vai não! Nosso organismo vai guardar toda a gordura em excesso em vários saquinhos, que são as células adiposas, o ambiente ideal para armazenar a energia durante muito, muito tempo.

Como guardamos a gordura no nosso corpo?

Esse processo não é tão simples como aparenta ser. Para transformar o excesso de energia em gordura, é necessária a realização de vários processos químicos dentro do nosso organismo. É como se toda essa energia fosse compactada em um pacote de dados e armazenada na forma zipada. Quando precisamos extrair um desses arquivos no computador é necessário que haja um programa instalado nele para que o processo seja feito com sucesso. Pois bem, a nossa gordura não pode ser usada diretamente das células adiposas como fonte de energia de maneira crua. É preciso que ocorra outra série de processos químicos para que ela seja transformada em energia acessível para uso.

Leia também nosso artigo que mostra a diferença entre a gordura saturada e a gordura insaturada.

Como guardamos a gordura no nosso corpo?

Mas, para onde a gordura vai?

Você finalmente perdeu alguns centímetros de cintura e alguns quilos na balança, ou seja, você está muito feliz. Mas, você já se perguntou o que aconteceu com aquela gordura? Quem a perdeu não quer mais encontrá-la, porém é interessante saber como o nosso corpo funciona para que a gordura não retorne para ele. Porque, como você deve saber, nenhuma matéria simplesmente desaparece e sim, se transforma através de processos químicos. De forma geral, a gordura é consumida pelo organismo para manter o bom funcionamento dele, como já havia dito mais acima.

Como guardamos a gordura no nosso corpo?

Nós mamíferos, somos animais homeotermos, ou seja, precisamos manter uma temperatura constante, na faixa dos 37º. E para que isso aconteça é preciso usar energia para gerar calor. Você já deve ter ouvido falar que no inverno, podemos consumir uma pequena quantidade de calorias a mais. Isso acontece pelo simples fato de que precisamos de energia para manter a nossa temperatura corporal constante.

Como guardamos a gordura no nosso corpo?

Quando você vai fazer exercícios físicos, principalmente musculação, os músculos necessitam de força para erguer os pesos e fazer movimentos rápidos e precisos. Como eles conseguem fazer isso? Usando energia na forma de ATP, quebrando uma molécula de fosfato, ocorrendo assim uma pequena explosão de energia dentro do músculo e transformando ATP em ADP. Isso faz parte do Ciclo de Krebs, aquele assunto de biologia que muitos estudantes quebram a cabeça para conseguir entender.

As células adiposas não vão sumir

É isso mesmo gente, infelizmente as nossas células adiposas são eternas e vão morrer juntinhas conosco e tomara que elas passem para o “outro lado” junto conosco porque sem elas, seria impossível a nossa sobrevivência. Quer apostar o quanto são importantes? Se algum dia, por uma eventualidade do destino, você se perder em uma mata e passar cerca de 2 a 3 dias perdido certamente a reserva de gordura que estão dentro das células adiposas vão receber a informação de que está faltando comida e elas precisam entrar em ação. É por causa delas, que você vai conseguir ficar mais tempo mantendo as suas funções básicas para a sobrevivência. Assim, dá pra pensar que: uma pessoa gorda conseguirá sobreviver por mais tempo em situações extremas como essa.

Leia também nosso artigo com dicas para queimar gordura.

Voltando ao caso de que as células adiposas serão para sempre suas, há uma informação ainda pior: mesmo que você perca muito peso, não ocorre nenhuma redução na quantidade de células, mas se você engorda mais células são criadas. Não é ótimo? Uma pessoa adulta possui, em média, de 10 até 30 bilhões de células adiposas, enquanto que um obeso pode chegar a ter cerca de 100 bilhões dessas células. É por isso que pessoas que já foram gordas têm maior facilidade de engordar novamente, as células já estão lá prontinhas para receber gordura.

Como guardamos a gordura no nosso corpo?

Pense nessas células como sacolas que podem ser enchidas ou esvaziadas. Quando você come mais do que queima, os sacos ficam cheios de energia e quando você emagrece, as sacolas começam a ficar vazias e murcham. Por isso que quando você começa a perda de peso, as roupas ficam mais folgadas e você “murcha” junta com as células. E não para por aí porque as nossas queridas inimigas vivem disputando espaço com os músculos, a camada de tecido adiposo se localiza entre a pele e os músculos. É por isso que pessoas muito gordas, quando começam a musculação não conseguem ver os resultados com tanta facilidade como as mais magras.

Como guardamos a gordura no nosso corpo?

Gordura visceral

O pior tipo de gordura que alguém pode adquirir é a visceral, que fica localizada ao redor dos órgãos internos. É por isso que o diâmetro do abdome tem uma ligação íntima com o surgimento de várias doenças como as cardíacas ou circulatórias. Outro detalhe muito importante é que, esse tipo de gordura reduz a liberação de um hormônio chamado adiponectina, que ajuda o metabolismo a funcionar de maneira ótima. Assim, quem tem muita gordura, libera menos desse hormônio, o metabolismo se lentifica e a gordura aumenta ainda mais. É um ciclo que precisa ser quebrado com esforço, dedicação e disciplina antes que seja tarde demais.


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