Estudo mostra que exercícios podem reduzir o envelhecimento celular

U Fabíola Cunha    t 30 de maio de 2017


Quanto mais exercício uma pessoa faz, menos suas células envelhecem. Em um novo estudo no segmento de Medicina Preventiva, pessoas que se exercitaram mais apresentaram marcas de envelhecimento biológico nove anos mais jovens que aqueles que foram sedentários.

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Os pesquisadores observaram telômeros, parte do cromossomo que está relacionado ao envelhecimento, de aproximadamente 6 mil pessoas, participantes de um estudo nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos.

Essas pessoas responderam questões sobre quais exercícios fizeram durante o mês e qual a intensidade das atividades. Então, amostras de DNA foram coletadas para observação dos telômeros. Toda vez que uma célula se replica, uma parte do telômero é perdida – eles ficam mais curtos com a idade. Porém, eles encurtam mais rápido em algumas pessoas, o que indica envelhecimento mais rápido e aparecimento precoce de doenças crônicas.

Os pesquisadores perceberam que pessoas que se exercitam mais tem telômeros mais longos que aquelas que são sedentárias. As mais sedentárias apresentaram cerca de 140 pares base de DNA a menos no fim de seus telômeros, comparadas com as mais ativas – uma diferença de cerca de nove anos no envelhecimento celular.

Qual a quantidade de exercício que faz diferença?

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Os participantes do estudo considerados muito ativos eram aqueles que praticavam ao menos 30-40 minutos de corrida por dia, durante 5 dias por semana. Pessoas que praticavam exercícios vigorosos apresentaram sete anos a menos de envelhecimento biológico do que aquelas que praticavam níveis moderados de exercícios.

Os exercícios moderados são considerados valiosos, mas nessa pesquisa, os exercícios vigorosos mostraram fazer toda a diferença – cerca de 150 a 200 minutos de exercícios por semana.

Isso sugere que quanto mais exercício, maior a redução no risco de doenças crônicas. O estudo, no entanto, se baseou em relatos dos próprios participantes e chegou a uma associação, não uma relação de causa e efeito entre quantidade de exercícios e tamanho dos telômeros. Não foram aplicadas avaliações para fatores como depressão, stress, distúrbios do sono e alimentação.

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Especialistas acreditam que o tamanho do telômero pode estar ligado a inflamação e oxidação, que são amenizados por exercícios com o passar do tempo.

Apesar de não haver garantia de que as pessoas com telômeros mais longos vão viver mais e de forma mais saudável, a probabilidade é de que isso ocorra.

Dentro do mesmo tema, confira uma matéria especial: tenha bons hábitos e envelheça de maneira saudável!


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