Melatonina: o hormônio do sono

U Marcos A.    t 14 de dezembro de 2015


É produzido nos seres humanos pela glândula pineal (epífise neural), localizada no centro do cérebro e participa do sistema endócrino. Um dos componentes mais importantes da melatonina é o triptofano (aminácido essencial) e tem como vantagem conseguir atravessar facilmente através da membrana celular.

Funções da melatonina

De forma geral, a glândula pineal consegue atuar regulando os ritmos biológicos. Dentre as substâncias secretadas por ela, temos a melatonina, cuja função principal é equilibrar o sono. Desta forma, quando estamos num ambiente tranquilo, silencioso e escuro, os nossos níveis de melatonina aumentam e isso provoca o sono.

É justamente disso que vem a importância de dormir num ambiente tranquilo. Quem sofre de insônia precisa montar esse ambiente, fazendo até mesmo um isolamento acústico e colocar cortinas escuras nas janelas do quarto para conseguir uma elevação nas taxas desse hormônio.

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Melatonina: o hormônio do sono

Existe um certo tipo de programação interna no nosso corpo. Nós costumamos sentir sono no mesmo horário e acordar no mesmo horário, como uma espécie de hábito, não é mesmo? Isso independe da quantidade de luz e de som do ambiente.

Porém, se ficarmos expostos por muito tempo a um local com muita luminosidade e presença de som constante, nosso relógio biológico se modifica e ocorre uma nova adaptação frente a um novo estímulo. É por isso que trabalhadores noturnos podem sentir dificuldade para dormir: o ciclo do sono está em constante readaptação.

Também é por causa disso que algumas pessoas são ditas noturnas e outras diurnas. É como se cada um de nós tivéssemos a própria “zero hora”, como uma impressão digital. Desta forma, alguns conseguem ter uma produção melhor de noite e outras, de dia.

Melatonina: o hormônio do sono

Melatonina e o câncer

A melatonina começou a ser investigada com outras finalidades além do tratamento para a insônia. Dentre essas pesquisas, foi possível descobrir uma relação direta entre as taxas de melatonina no organismo o risco de desenvolver câncer.

Numa delas, realizadas no Canadá, constatou que, mulheres que trabalharam por mais de 30 anos durante a noite, apresentaram 2 vezes mais chances de desenvolver o câncer de mama. Outra pesquisa, dessa vez em homens que faziam trabalhos noturnos, constatou que esses indivíduos tinham mais chances de desenvolver câncer de próstata, reto, bexiga, pulmão e linfoma.

Melatonina: o hormônio do sono

Estudos posteriores conseguiram constatar que, realmente, a presença ou ausência da melatonina na corrente sanguínea tinha relação com o aparecimento ou não de células tumorais. O hormônio consegue impedir que as células passem pelo processo oxidativo (danifica e modifica o DNA) causado pelos radicais livres, principal causador do câncer.

Ajuda no emagrecimento

Já está mais que comprovado que, quem dorme pouco ou com pouca qualidade, tende a ganhar mais peso. A melatonina diminui a vontade de comer dos indivíduos e ainda melhora no metabolismo dos lipídeos. Além disso, a melatonina também reduz aqueles ataques à geladeira durante a madrugada que muita gente faz.

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Previne o AVC

A melatonina consegue promover um efeito protetor quando o assunto é cuidar do cérebro. Ele reduz a chances do indivíduo desenvolver edema cerebral e também ajuda no tratamento já que consegue melhorar a coordenação motora que fica bastante prejudicada em pessoas que passaram por esse tipo de acometimento.

Coadjuvante no tratamento de doenças psiquiátricas

Um estudo realizado com 196 pessoas conseguiu demonstrar a eficiência do suplemento de melatonina frente à medicação antidepressiva. Houve separação de 3 grupos: o que consumia melatonina, um grupo placebo e outro que recebia as doses da medicação. Além do hormônio conseguir ser mais eficiente, não causava os efeitos colaterais do remédio.

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Como tomar melatonina

É muito fácil de encontrar suplementos de melatonina em sites e lojas de suplementos. Porém, antes de comprar, lembre-se de que o seu corpo já produz melatonina. Ou seja, com o suplemento você pode causar uma hiperdosagem do hormônio no organismo. Por exemplo, uma dose de 1 a 3 mg pode levar a um aumento em 1 a 20 vezes o valor normal da substância.

Advertências e contraindicações

Se você não tem nenhum problema para dormir ou nenhuma outra patologia que precise diretamente do suplemento de melatonina, procure o médico antes de adquirir o suplemento. Primeiro, é preciso saber se o seu corpo realmente necessita de maiores doses do hormônio. Além disso, algumas pessoas estão impossibilitadas de ingerir a substância:

  • cardiopatas ou que tenham maior probabilidade de ser;
  • trabalhadores de máquinas pesadas;
  • crianças menores de 12 anos;
  • mulheres que estão tentando engravidar ou que já estejam gestantes;
  • quem faz uso de medicamento para controlar a pressão arterial;

Antes de consumir qualquer tipo de suplemento, consulte o seu médico, mais precisamente o nutrólogo. Ele é quem vai analisar para saber se os seus níveis de melatonina estão ou não de acordo com o seu ritmo de vida.


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