Relação Entre Consumo de Carne e Câncer de Intestino

U Marcos A.    t 7 de julho de 2014


Você sabia que existe relação entre consumo de carne e o câncer de cólon (intestino)? Mas, qual tipo de carne está envolvido com o risco de câncer? E qual a quantidade ideal para o consumo?

Vamos ver?

Várias pesquisas científicas têm sido realizadas com a finalidade de investigar se o consumo de carne vermelha ou branca está ligado ao risco de câncer de intestino. Verificou-se nesses estudos que um aumento diário de 100 gramas de toda carne e carne vermelha está associado a um aumento considerável de 12% a 17% para o risco de câncer de intestino e reto.

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E se a carne for processada? Aí temos um aumento de risco para câncer em torno de 49% para uma elevação de consumo diário de 25g. A carne processada está mais relacionada com um risco de câncer da parte final do intestino. E a carne branca? Peixes e aves não foram associados ao aumento do risco de câncer de intestino. A pesquisa realizada com este tipo de carne mostrou que o consumo de peixe e, provavelmente, o ômega 3 que ele contém, inibem o surgimento tanto do câncer de cólon quanto de reto.

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Isso não significa que o consumo de carne deve ser completamente evitado, como parte de uma dieta equilibrada. Entretanto, recomenda-se uma dieta com baixo consumo de carnes vermelhas e processadas. Mas o que faz a carne vermelha aumentar o risco de câncer de intestino? Na carne vermelha encontramos substâncias que podem causar câncer, chamamos isso de agentes carcinogênicos. Estes agentes não foram encontrados na carne branca, como aves e peixes.

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Um destes agentes que podem causar câncer são os compostos nitrosos. Eles são capazes de reagir com o DNA do nosso corpo e modificá-lo, ou seja, eles podem transformar algo que é considerado normal para o organismo em algo diferente, anormal. A carne cozida em alta temperatura também contém outros potentes agentes que podem modificar o DNA e causar câncer. Um outro agente é formado quando cozinhamos a carne diretamente na chama ou em altas temperaturas.

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O ato de grelhar a carne diretamente na chama do fogo faz com que a gordura e sangue pinguem neste fogo quente, aí então, será produzido uma fumaça contendo um grande número de substâncias nocivas que vai aderir à superfície do alimento. Você se lembra daquela capinha escura que é formada sobre o frango grelhado ou a carne assada? É dela que estamos falando. Nessa capinha é que estão as substâncias nocivas.

O que fazer diante desse quadro?

O mais importante é criar o hábito de uma dieta equilibrada, sem exageros. A variedade de nutrientes é fundamental, logo, a orientação é comer frutas, verduras, legumes, fibras e carnes. A carne de preferência deve ser branca, pelos motivos já explicados acima. Se for consumir carne vermelha, escolha as carnes mais magras, com pouca gordura, e antes do cozimento retirar toda a gordura da carne que pode ser visualizada. Além disso, evitar carnes expostas a altas temperaturas, principalmente se exposta diretamente ao fogo.

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As aves e peixes, se grelhados, devem ser expostos ao mínimo tempo possível na chapa quente, sempre virando a carne para que ela cozinhe de forma homogênea. Atenção também com a carne branca em relação a gordura! É recomendado que sejam retiradas as peles do frango, pois elas são fonte de gordura saturada, prejudicial ao organismo.


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