A íntima relação entre gordura abdominal e insulina

U Marcos A.    t 15 de outubro de 2014


Já reparou que você malha muito, faz exercícios físicos, mas a barriga continua ali no mesmo lugar? Isso pode ter a ver com o que se chama de curva de insulina e cada um tem a sua com algumas pequenas variações. A insulina é um hormônio que precisa ser entendido a fundo se o seu objetivo é emagrecer e, principalmente, perder gordura abdominal.

A íntima relação entre gordura abdominal e insulina

O papel da insulina

Primeiro, é preciso entender o que a insulina faz e como ela funciona. Esse hormônio é produzido numa glândula chamada pâncreas e possui como principal função armazenar energia. A insulina pode armazenar energia de duas formas: glicogênio ou gordura e a primeira opção é claramente a mais desejada. O glicogênio é armazenado no fígado e nos músculos enquanto que a gordura nos lugares mais indesejáveis, em especial na região abdominal.

Tanto os músculos quanto o fígado possuem receptores para a insulina. Esse hormônio possui de forma preferencial a necessidade de armazenar glicogênio que é uma fonte de energia que pode ser facilmente utilizada. Já a gordura, armazenada nos adipócitos, é a última hipótese que o corpo encontra para armazenar energia. Quem tem aquela barriguinha vai começar a perceber que realmente come muito açúcar, pois o corpo consegue armazenar todo o glicogênio e ainda sobra espaço para guardar gordura.

A íntima relação entre gordura abdominal e insulina

Aqui podemos já notar o papel importante dos exercícios físicos para a perda de gordura e manutenção dos níveis adequados de glicose no sangue. Quando fazemos alguma atividade física os músculos gastam muita energia, precisando rapidamente dela. O glicogênio é convertido em glicose até que ela acabe. Como o corpo não consegue fabricar glicogênio tão rapidamente o quanto ele é consumido, a próxima opção de energia é a gordura.

É por isso que tanto se fala em exercícios para aqueles que querem perder peso e, principalmente, manter a saúde. Atividade física de maneira frequente é essencial para manter os níveis de energia adequados e consumir gordura. Assim, os processos inflamatórios produzidos pelas células de gordura que estão cheias, diminuem.

A importância da alimentação

O açúcar, também conhecido como carboidrato, está presente na maioria dos alimentos que comemos: pães, bolos, arroz, biscoito e até mesmo frutas e verduras possuem açúcar. Essa substância é muito importante e sem ela a vida seria impossível. O problema acontece quando ela está em excesso na corrente sanguínea.

A íntima relação entre gordura abdominal e insulina

A quantidade de açúcar considerável adequado para manter as funções do organismo em ordem fica entre 70 mg/ml até 110 mg/ml. Acima ou abaixo disso há um desequilíbrio que o corpo precisa acertar. Se há açúcar em excesso, que é o mais comum, o pâncreas precisa produzir muita insulina, porque a que tem não é o bastante para fazer com que tudo entre nas células. É o que se chama de pico de insulina e ele é o responsável pelo excesso de gordura na região abdominal, principal local de armazenamento de energia.

Mesmo quem come pouco pode sofrer com os picos de insulina na corrente sanguínea. Se você come pouco, mas como mal, consumindo em uma única refeição, grandes quantidades de carboidrato não terá como escapar da “barriguinha”. O segredo aqui é comer pouco, com mais frequência e adicionar fibras à alimentação como os carboidratos complexos: frutas, verduras, alimentos integrais, grãos e outros.

A íntima relação entre gordura abdominal e insulina

Quando ocorre o pico de insulina o corpo libera uma enzima chamada de LPL (lipo lipase). Ela é responsável por dois papéis que ninguém gosta muito: primeiro ela armazena gordura e segundo, ela bloqueia a saída da gordura do adipócito. Enquanto há glicogênio para ser queimado nenhuma célula de gordura pode ser queimada e você continuará com a mesma barriga de antes. Por isso, não tem outro remédio, o jeito é suar a camisa.


2 respostas para “A íntima relação entre gordura abdominal e insulina”

  1. Danielle disse:

    Ótimo artigo, bem esclarecedor.

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